sábado, 7 de novembro de 2015

Deus entende a sua angústia, e ele deseja cura-lá.



“E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá – O Senhor o deu, e o Senhor o tomou: Bendito seja o nome do Senhor“.  (Jó, 1:21).

Porém, conseguimos dizer, segundo o mesmo Jó, mas em tom queixoso:

“Os meus dias passaram, e malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração. Trocaram a noite em dia – a luz está perto do fim, por causa das trevas.  Se eu esperar, a sepultura será a minha casa – nas trevas estenderei a minha cama”. (Jó, 17:11-13).

Nós riscamos, hoje em dia, a queixa de nossas orações.  Achamos que devemos conformar-nos imediatamente à vontade de Deus, quando algo ou alguém nos é tirado, seja qual for a circunstância.  Não é bem assim.  Deus mesmo dá razão a Jó em suas queixas.

Nós podemos reclamar diante de Deus!

“Por que fizeste isto comigo?  Que sentido tem isto?  Não me esforcei dia após dia para fazer a Tua vontade?  E agora acontece isto!”

Tenhamos coragem para fazermos estas queixas, mesmo que nossa formação religiosa não goste delas...  E se não encontrarmos palavras para as nossas queixas, poderemos usar as palavras do salmista:

“No dia da minha angústia busquei ao Senhor – a minha mão se estendeu de noite, e não cessava – a minha alma recusava ser consolada.  Lembrava-me de Deus, e me perturbei – queixava-me, e o meu espírito desfalecia.  Sustentaste os meus olhos acordados – estou tão perturbado que não posso falar”. (Salmos, 77:2 a 4).

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