Sonhei, que os apóstolos brasileiros tinham se arrependido de suas heresias e regressado a ortodoxia das Escrituras.
Sonhei que o movimento gospel definitivamente tinha acabado e que os shows protagonizados pelos artistas evangélicos tinham deixado de existir e que agora em diante todos os cantores cantavam para a glória de Deus.
Sonhei que a Igreja Brasileira tinha se unido em torno de Cristo e que doutrinas secundárias não nos dividiam mais.
Sonhei que as canções entoadas por nossos cantores eram exclusivamente cristocêntricas.
Sonhei que a Igreja Brasileira estava envolvida com missões, e que por amor a Deus, as mais variadas denominações enviavam missionários às nações.
Sonhei que as teologias da prosperidade e confissão positiva tinham se extinguido e que os crentes em Jesus não decretavam mais bênçãos e vitórias em seu cultos.
Sonhei que os atos proféticos foram abandonados pelos pastores e que os cristãos se contentavam agora em viver para a glória de Deus.
Sonhei que a Igreja do Senhor se preocupava com os pobres e miseráveis, auxiliando órfãos e viúvas, amando os que sofrem, cuidando com esmero de suas vidas, saúde e família.
Sonhei que todo e qualquer tipo de fã clube evangélico fechou as portas, encerrando suas atividades de idolatria.
Sonhei que as igrejas priorizavam a pregação da Palavra e que as Escrituras Sagradas eram a nossa única e exclusiva regra de fé.
Sonhei que os pastores abandonaram as técnicas de psicanálise em detrimento a exposição das Escrituras.
Sonhei que os pastores abandonaram as mensagens de autoajuda e passaram a pregar somente oque está na Bíblia
Sonhei que adolescentes e jovens buscavam ao Senhor não por entretenimento, mas por reconhecimento a sua grandeza, amor e soberania.
Sonhei que as famílias cristãs eram fortes e que os casais eram fiéis uns aos outros e que o divórcio era comportamento inexistente.
Pois é, de repente acordei e vi que tudo não passava de um sonho de uma noite aonde mascarás de carnaval e purpurina entoam cânticos mais altos,do que as vozes dos que clamam a Deus por um arrependimento.
“Que o Senhor nos leve não somente a ter mais da Sua vida, mas também menos de nós mesmos.” (Watchman Nee)
sem arrependimento,não haverá avivamento.
Respeitável Público: o circo gospel chegou!
Respeitável público! Venha ver a menor cantora do mundo! Não deixe de assistir ao show do pregador anão! Não perca o homem que não tem ouvidos e ouve! Venha ouvir a menininha de 3 anos que já é pregadora! Venha ver o homem que tem 8 balas de revolver no corpo! Assista ao homem que prega plantando bananeira!
Que a igreja dita evangélica no país já tinha assumido a sua postura de pão e circo, eu já sabia e isso era evidente há algum tempo, mas que ela havia assumido o papel de circo real é algo que tem me deixado impressionado.
A cada dia que passa, na busca incessante de público para os nossos cultos-espetáculos, nosso cardápio de atrações aumenta. A Palavra deixou de ser pregada faz tempo, o louvor se tornou a repetição de frases-chavões durante longos minutos catárticos de uma coletividade doentia e reprimida, Deus passou de receptor do culto para um simples instrumento de manipulação de massa e cobrador dos impostos eclesiásticos que o pecador tem que pagar para alcançar a benção.
Voltando ao começo: é triste ver a igreja brasileira caminhando para esse circo de horrores. A indústria dos testemunhos e dos seres esquisitos para pregarem a “palavra” parece não ter fim. Ninguém quer mais ouvir um pregador sério, que diga aquilo que realmente Deus fala em sua Palavra. O povo quer espetáculo!
Se o pregador não tem um “atrativo” a mais, não serve. Tem que ser anão, ter menos de 5 anos, já ter sido quase morto em confrontos com a polícia, ex-isso, ex-aquilo, não ter língua e falar, e assim cresce a massa levedada pelo fermento dos espetáculos circenses de alcunha “gospel”.
Já não satisfaz o culto verdadeiro, em espírito e em verdade, onde o louvor é comprometido com a verdade e onde a pregação nada mais é do que a exposição sincera e coerente da Palavra de Deus. Palavra? O que é isso mesmo? Nós queremos é o show! Pagamos para isso, para vermos nossas igrejas lotadas, custe o que custar.
Muitos já me falaram que os “artistas” não são tão culpados assim, afinal são as igrejas que os “contratam”, não? Sinceramente, ambos estão negociando com o evangelho. Há inegavelmente uma indústria de testemunhos e esquisitices evangélicas dominando o mercado.
No caso das crianças creio que os maiores culpados são os pais que submetem seus filhos a essa lavagem cerebral para tornarem-se desde pequenas verdadeiros “papagaios espirituais” repetindo sermões, chavões e impressionando o povo medíocre que gosta dessas coisas. O preço da fama às vezes é a perda da inocência e da infância. São pais querendo tornar filhos crianças em adultos-pregadores-sérios. Enquanto Jesus manda que os adultos façam-se como crianças...
No caso dos adultos, aí já é safadeza mesmo! É gente que quer ganhar dinheiro em cima dos crentes que não pensam, mas adoram ver as “coisas do espírito”. São aproveitadores da boa-fé do povo que vive pela fé. Se tivessem compromisso real com Deus não aceitariam os holofotes sobre suas anomalias para “exaltarem” a Deus. Isso é conversa pra boi dormir. Digo sem medo... e gostaria de ver uma dessas atrações circenses do nosso meio “gospel” negar isso olhando nos meus olhos.
Quanto às igrejas que contratam, bem... desses eu já espero tudo mesmo, pois o que interessa a esses é a igreja cheia e o cofre abarrotado, o nome da igreja conhecido e o nome de Jesus diminuído. Sepulcros caiados... cheios de espetáculos estarrecedores para esconderem suas anomalias reais...
Que Deus tenha misericórdia desses que negociam a fé e nos obrigam a ficar como palhaços nos seus enormes picadeiros eclesiásticos.

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